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sábado, 29 de agosto de 2015

Olho para o teclado, penso na vida, relembro de alguns detalhes de um passado nem tão passado assim, sorrio com vontade e sinto aquela pontinha de felicidade surgindo por dentro de mim e então resolvo pensar no futuro, criar expectativas, imaginar a felicidade por completa lá.
Enquanto crio o futuro na minha cabeça imagino-o mais detalhado possível.
Imagino o diploma da faculdade na mão, a comemoração de poder exercer a profissão que sonhei por uns três anos e meio, e mais lá na frente vejo minha futura casa, meu futuro carro, minha futura pequena biblioteca ou uma grande estante cheia de livros  e penso se terá alguém lá para me abraçar no final do dia e sorrir para mim ao dizer "bom dia", alguém que fará com que eu me esqueça do cansaço de um dia de trabalho, do quão chato e irritante é o trânsito e que me faça parar de ver meu filme preferido ou ler meu livro preferido na metade porque transbordar de amor é muito mais atrativo do que qualquer outra coisa.
Talvez tenha dois filhos, um cachorro ou um gatinho. Isso é um tanto quanto relativo, então prefiro não esperançar demais.
Mas algo ainda mais relativo é saber quem é que será que estará lá quando eu me virar na cama e perceber que o espaço está bastante ocupado por alguém um tanto esparramado.
É claro que sempre tem alguém que nós colocamos nesses pensamentos.
Mas eu não vou contar quem está nos meus, você também não contaria.
Afinal o futuro esperado, esse que imaginamos e fantasiamos é inteiramente nosso.
Ninguém mais precisa saber, nem eu nem você.
Mas eu espero que eles sempre se tornem realidade e que os personagens principais sorriam todos os dias um para o outro, mesmo nos dias ruins.

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